AutoNews: BMW iX4 promete 828 km de autonomia enquanto Suzuki aposta em elétrico compacto e acessível

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AutoNews: BMW iX4 promete 828 km de autonomia enquanto Suzuki aposta em elétrico compacto e acessível

AutoNews: BMW iX4 promete 828 km de autonomia enquanto Suzuki aposta em elétrico compacto e acessível

O mercado de carros elétricos está avançando em duas direções: de um lado, modelos premium que combinam autonomia elevada, desempenho e design arrojado; de outro, veículos compactos que buscam tornar a eletrificação mais acessível. O novo BMW iX4 representa a primeira proposta, enquanto o Suzuki e-Sky chega ao Japão com dimensões reduzidas, bateria de 26 kWh e preço inicial equivalente a cerca de R$ 67 mil em conversão direta.

BMW iX4 estreia com visual esportivo e até 828 km de autonomia

A BMW apresentou o iX4, novo SUV cupê totalmente elétrico que amplia a família Neue Klasse. O modelo combina a silhueta esportiva característica dos utilitários cupê com uma nova linguagem visual, marcada por linhas mais limpas, proporções alongadas e elementos luminosos integrados à dianteira.

O desenho reúne a tradicional grade dupla da BMW e os faróis em uma única composição gráfica. Na traseira, as lanternas horizontais e o spoiler reforçam a identidade esportiva. A linha de teto descendente diferencia o iX4 dos SUVs convencionais e dá ao modelo uma aparência mais dinâmica.

A autonomia é um dos principais destaques. Na versão iX4 50 xDrive, a BMW anuncia até 828 km pelo ciclo WLTP, enquanto a gama também terá a configuração 40 xDrive. A fabricante ainda prepara o iX4 M60 xDrive, versão de alto desempenho que entregará 612 cv e 87,5 kgfm de torque, com dois motores elétricos e tração integral.

A BMW prevê o lançamento das primeiras versões para março de 2027. A variante M60 xDrive chegará posteriormente. Com isso, a marca pretende ampliar a oferta de elétricos da Neue Klasse e combinar maior eficiência energética com desempenho esportivo.

Suzuki e-Sky aposta em tamanho reduzido e preço competitivo

Enquanto a BMW investe em autonomia e sofisticação, a Suzuki segue uma estratégia diferente com o e-Sky. O modelo é o primeiro kei car elétrico de passageiros da marca no Japão e foi desenvolvido para atender principalmente deslocamentos urbanos.

O e-Sky mede 3,39 metros de comprimento, 1,47 metro de largura e 1,62 metro de altura. É menor que o Renault Kwid, que tem 3,68 metros de comprimento, e utiliza as dimensões compactas para facilitar manobras e circulação em ruas estreitas.

O conjunto elétrico inclui um motor dianteiro de 64 cv e 13,5 kgfm de torque, alimentado por uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 26 kWh fornecida pela BYD. A autonomia declarada chega a 310 km pelo ciclo japonês WLTC. A Suzuki também informa consumo de 97 Wh por quilômetro, equivalente a 9,7 kWh/100 km, resultado que evidencia a importância do baixo consumo em um veículo elétrico pequeno.

O interior reúne painel de instrumentos digital e central multimídia em uma estrutura integrada, com tela de 10,1 polegadas, conexão Bluetooth e câmeras de monitoramento dianteiro, lateral e traseiro. A Suzuki oferecerá três versões, incluindo uma configuração de entrada voltada principalmente a empresas e sem recarga rápida para reduzir os custos.

O preço inicial no Japão será de 2,12 milhões de ienes, aproximadamente R$ 67 mil em conversão direta. Com subsídios do governo japonês, o valor pode cair para cerca de R$ 49 mil. Esses números são referências de conversão e não representam preço estimado para o mercado brasileiro. A marca planeja iniciar as vendas em 16 de novembro de 2026 e espera comercializar cerca de mil unidades por mês.

Dois caminhos para ampliar a mobilidade elétrica

O BMW iX4 e o Suzuki e-Sky mostram como a eletrificação pode atender públicos com necessidades bastante diferentes. A BMW aposta em autonomia elevada, tração integral e uma experiência premium, enquanto a Suzuki prioriza dimensões reduzidas, eficiência energética e um preço mais baixo em seu mercado de origem.

Apesar das diferenças, os dois modelos refletem uma mesma tendência: o avanço dos elétricos não depende de uma única fórmula. Enquanto alguns consumidores procuram desempenho e longas distâncias entre recargas, outros precisam de um veículo econômico e prático para a rotina urbana. A diversidade de propostas deve continuar sendo um dos principais fatores para a expansão desse segmento.