AutoNews: Carros nacionais superam importados em 2026 e especialistas explicam quando polir a pintura

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AutoNews: Carros nacionais superam importados em 2026 e especialistas explicam quando polir a pintura

AutoNews: Carros nacionais superam importados em 2026 e especialistas explicam quando polir a pintura

O mercado automotivo brasileiro registrou uma mudança importante em setembro de 2026: pela primeira vez no ano, as marcas associadas à Abeifa emplacaram mais veículos produzidos no Brasil do que importados. Enquanto a indústria nacional ganha espaço, os cuidados com os carros continuam relevantes para preservar a aparência e o valor de revenda. Entre eles, o polimento merece atenção, já que nem todo desgaste da pintura exige esse procedimento.

Carros produzidos no Brasil superam importados entre associadas da Abeifa

As 13 marcas associadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) emplacaram 24.389 veículos em setembro de 2026. Desse total, 14.388 unidades foram produzidas no Brasil, contra 10.001 importadas. Foi a primeira vez no ano que os modelos nacionais superaram os importados dentro da entidade.

O resultado foi impulsionado principalmente pela BYD, responsável por 22.218 emplacamentos, o equivalente a 91,1% das vendas das associadas. O Dolphin Mini liderou os resultados da marca, com 9.385 unidades em setembro, seu melhor desempenho mensal do ano.

A produção nacional da BYD em Camaçari, na Bahia, ajuda a explicar essa mudança. À medida que a fabricante amplia a fabricação local, seus veículos passam a integrar as estatísticas de produção brasileira, mesmo quando pertencem a marcas de origem estrangeira.

Apesar do avanço dos modelos nacionais, o volume total das associadas caiu 7,6% em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2025, porém, houve crescimento de 100,4%, quando o grupo havia registrado 12.173 unidades.

O acumulado de janeiro a setembro chegou a 187.509 veículos, alta de 95,7% sobre o mesmo período do ano anterior. A Abeifa mantém a previsão de encerrar 2026 com 250 mil emplacamentos, embora juros elevados e a retração mensal representem desafios para o setor.

Quatro sinais de que a pintura do carro pode precisar de polimento

A aparência da carroceria também influencia a percepção de conservação de um veículo. Com o tempo, a pintura sofre os efeitos da exposição solar, da poluição, de lavagens inadequadas e de contaminantes como fezes de aves. Esses fatores podem reduzir o brilho e deixar marcas na superfície.

O polimento pode corrigir algumas dessas imperfeições, mas o proprietário precisa avaliar o estado da pintura antes de contratar o serviço. A técnica atua principalmente sobre defeitos superficiais e não resolve todos os tipos de danos.

1. A pintura perdeu o brilho

Quando a carroceria apresenta aparência opaca mesmo depois de uma lavagem adequada, o polimento pode ajudar a recuperar o brilho. O procedimento remove ou reduz irregularidades superficiais que prejudicam a reflexão da luz.

No entanto, o aspecto fosco também pode ter outras causas. Antes de realizar o serviço, vale verificar se uma lavagem técnica e a descontaminação da pintura já resolvem o problema.

2. Manchas e riscos superficiais continuam visíveis

Pequenos riscos, marcas circulares causadas por lavagens e manchas que resistem à limpeza podem indicar a necessidade de polimento. Quando o dano está restrito ao verniz, o procedimento consegue nivelar parte da superfície e reduzir a visibilidade das marcas.

Se o risco atravessar o verniz e atingir a camada de tinta ou o primer, o polimento não conseguirá eliminá-lo por completo. Nesses casos, o reparo pode exigir outras técnicas, inclusive retoque ou repintura.

3. O proprietário pretende vender o veículo

A pintura influencia a primeira impressão de quem avalia um carro usado. Uma carroceria limpa, brilhante e sem marcas superficiais pode contribuir para uma apresentação mais cuidadosa durante a venda.

O polimento, entretanto, não substitui a manutenção mecânica nem garante um preço maior. O resultado depende do estado geral do automóvel, da qualidade do serviço e das condições do mercado.

4. A pintura precisa de correção estética

Mesmo sem riscos evidentes, a carroceria pode apresentar microrriscos e pequenas irregularidades que aparecem sob iluminação intensa. Um profissional consegue avaliar se o polimento é necessário e escolher o nível de intervenção adequado.

É importante evitar procedimentos repetidos sem necessidade. Como o polimento corretivo pode remover uma pequena quantidade de verniz, o excesso reduz gradualmente a camada protetora da pintura. Em alguns casos, uma lavagem correta e a aplicação de cera ou de outro produto de proteção já atendem à necessidade.

Mercado em transformação e conservação continuam importantes

Os números da Abeifa mostram como a expansão da produção local pode alterar a composição das vendas de marcas estrangeiras no Brasil. A fabricação nacional ganha relevância, especialmente com o avanço dos veículos eletrificados.

Ao mesmo tempo, conservar a pintura continua sendo parte importante dos cuidados com qualquer automóvel, seja ele nacional ou importado. Identificar o tipo de desgaste antes de realizar um polimento ajuda a evitar gastos desnecessários e a preservar a camada de verniz.

As duas pautas reforçam aspectos diferentes da relação com o carro: acompanhar as mudanças do mercado ajuda a entender a indústria, enquanto conhecer os procedimentos corretos de manutenção contribui para conservar o veículo ao longo do tempo.