AutoNews: Do inesperado ao clássico

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Fiat muito além dos carros: 10 máquinas inesperadas que a marca já produziu

Quando falamos em Fiat, é automático pensar em carros populares que dominam as ruas brasileiras. Mas a história da marca italiana vai muito além disso, e de um jeito que pouca gente imagina.

Fundada em 1899, a Fiat construiu um legado industrial gigantesco, passando por setores que vão de eletrodomésticos até submarinos. Sim, submarinos.

Muito além do volante: a Fiat como gigante industrial

Antes de se consolidar como uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo, a Fiat já explorava diferentes áreas da indústria. Essa diversificação ajudou a marca a crescer rápido e se posicionar como um verdadeiro conglomerado.

Entre os exemplos mais curiosos, estão:

Aviões e indústria aeroespacial

A Fiat entrou cedo na aviação. Inicialmente produzindo motores, a marca passou a fabricar aeronaves completas a partir de 1916. Um dos destaques foi o caça G.91, logo sendo considerado um dos mais importantes aviões italianos do pós-guerra.

Submarinos e embarcações

Se você achou estranho, saiba que a Fiat também produziu submarinos. O primeiro deles, chamado Foca, surgiu em 1907 e utilizava motor a gasolina para navegação na superfície. Com o tempo, a marca forneceu embarcações para diversos países.

Tratores e máquinas agrícolas

A presença da Fiat no agronegócio começou ainda em 1919 com o trator Fiat 702. Décadas depois, a marca se consolidou no setor, assim, chegando a formar parcerias importantes como a fusão com a Ford Tractors.

Eletrodomésticos

Durante boa parte do século XX, a Fiat também esteve dentro das casas. Geladeiras e máquinas de lavar foram produzidas pela marca entre os anos 1930 e 1965, com destaque para o design compacto e inovador.

Bicicletas e até chocolates

Sim, a Fiat também já fez bicicletas, e com destaque em competições internacionais. E se isso já parece inusitado, a marca ainda criou um bombom chamado Cremino, que continua sendo vendido até hoje na Itália.

Uma marca que sempre foi além

Essa diversidade, portanto, mostra que a Fiat nunca foi apenas uma montadora. Ao longo da sua história, a empresa soube se adaptar, explorar novos mercados e inovar em diferentes setores.

E talvez seja exatamente isso que explica sua longevidade: a capacidade de ir muito além do óbvio.

Chrysler Esplanada GTX: o sedã esportivo que marcou o fim de uma era no Brasil

Antes da chegada dos muscle cars da Dodge ao Brasil, a Chrysler já havia dado um gostinho de esportividade com um modelo pouco lembrado hoje, mas extremamente importante: o Esplanada GTX.

Portanto, foi mais do que um carro: ele representou uma transição no mercado nacional.

A origem: do Simca ao Chrysler

O Esplanada nasceu como evolução do Simca Chambord, em um momento em que a Chrysler assumia as operações da Simca no Brasil.

Pouco tempo depois, a marca decidiu dar um passo além e lançar uma versão mais esportiva: o GTX, apresentado no Salão do Automóvel de 1968.

O que tornava o GTX especial

O Esplanada GTX trazia uma proposta diferente para a época: um sedã de quatro portas com pegada esportiva, sendo algo raro até hoje.

Desse modo, entre os destaques estavam:

  • Motor V8 Emi-Sul de 130 cv
  • Câmbio manual com alavanca no assoalho
  • Bancos individuais com console central
  • Conta-giros no lugar do relógio
  • Rodas cromadas e detalhes exclusivos no visual

Na prática, era um carro que misturava luxo, desempenho e presença.

Desempenho e limitações

Apesar do visual e da proposta esportiva, o desempenho não era perfeito. Em testes da época, o GTX atingiu cerca de 165 km/h, mas não era exatamente ágil na aceleração.

Além disso, havia críticas importantes:

  • Direção pouco precisa
  • Câmbio duro
  • Freios a tambor que exigiam atenção

Ou seja, era um esportivo mais “de estilo” do que de comportamento dinâmico refinado.

Raro e importante

O GTX teve vida curta: foram cerca de 670 unidades produzidas, todas em 1969.

E esse número ajuda a explicar por que ele é tão raro hoje.

Mais do que isso, o modelo marcou o fim da Chrysler como fabricante no Brasil naquele formato. Logo depois, a marca daria espaço à Dodge, iniciando uma nova fase com modelos mais alinhados ao conceito de muscle car.

Um clássico esquecido, mas essencial

O Chrysler Esplanada GTX pode não ser o esportivo mais lembrado do Brasil, mas seu papel na história é enorme.

Ele foi, literalmente, o último suspiro de uma era, e o começo de outra.